quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Resposta de Minc em relação à matéria publicada no Jornal O Globo (23/08/2008).

Ao contrário do que foi publicado pelo jornal O Globo, no sábado passado (23 de agosto de 2008), não haverá plantio de canaviais e nem a instalação de usinas de cana no Pantanal. O Zoneamento Agroecológico da cana, cuja discussão ainda não terminou, vai estipular que:

1) No Bioma Amazônia não haverá nenhuma nova usina de cana, apenas continuarão na região as quatro já existentes há mais de dez anos, como em Roraima e no Acre;

2) No caso do Pantanal, serão mantidas as proteções já definidas nas leis estaduais de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e na Resolução Conama. Além disso, em torno do Bioma Pantanal, será criado uma faixa de exclusão para além do Bioma Pantanal.

E mais: após essa faixa de exclusão, serão ainda tomadas medidas para mitigar o impacto das atividades econômicas já instaladas na região há mais de dez anos, como, por exemplo, o chamado plantio direto de cana, que gera menos movimento de terra e menos assoreamento, e a redução progressiva do uso de agrotóxico, visando a sua eliminação.

Portanto, repetindo: não haverá qualquer nova usina de cana no Pantanal nem tampouco qualquer plantio de cana. E as defesas ambientais atuais ainda serão ampliadas, tanto do ponto de vista geográfico quanto tecnológico.

Na discussão de quatro horas do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, na Comissão de Agricultura da Câmara Federal, na semana passada, os temas Pantanal e plantio de cana sequer foram mencionados. Todo o debate girou em torno do decreto que regulamentou a Lei de Crimes Ambientais. Dos seus 162 artigos, os deputados pediram mais prazo e condições para cumprir o Código Florestal, sobretudo nas regiões Sul e Sudeste do país, onde as propriedades já são integralmente exploradas economicamente.

Carlos Minc
Ministro do Meio Ambiente

Via email

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Meia Amazônia Não!


Tramita na Câmara dos Deputados um projeto de lei que autoriza a derrubada de 50% da vegetação nativa em proprideade privadas na Amazônia. Além disso, legaliza praticamente todos os desmatamentos que derrubaram cerca de 700 mil quilometros quadrados da área original de floresta- o equivalente a 3 estados de São Paulo. O projeto também desobriga os responsáveis do desmatamento de recuperarem o que derrubaram.
Há um abaixo-assinado contra esse projeto no site
www.meiaamazonianao.com.br, sendo uma iniciativa do Greenpeace. Na página também encontra-se um texto sobre o problema.
Assine e passe a frente.

Carta criada no ano 2070.

Resposta do meio ambiente!















Criação da Quadra, de Florianópolis, para o jornal O Estado um anúncio feito para o Dia da Mata Atlântica que mostra o dedo central para o problema do desmatamento. A peça mostra imagem de troncos de árvores cortados que lembram um dedo médio em riste e tem como título “É a natureza respondendo a quem agride o meio ambiente”.
Alexandre Guedes, diretor de criação da Quadra ressalta que “Já não dá mais para ser bonzinho com esse assunto e contemporizador. É preciso chamar atenção de uma maneira mais contundente para as ações indiscriminadas contra o meio ambiente. O que fizemos foi nos colocar no papel da natureza e desabafar.
O anúncio de meia-página foi veiculado dia 27 de maio, no dia da Mata Atlântica.
Fonte: www.izip.com.br/blog/jornal-o-estado-faz-anuncio-para-o-dia-da-mata-atlantica/